sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Senado quer restringir desconto de 50% para estudantes e idosos

*Pedro Caribé, do A TARDE On Line

Um projeto de Lei em tramitação no Senado pode diminuir os dias de meia-entrada para idosos e estudantes em shows, teatro e estádios de futebol. Caso seja aprovado no parlamento, os alunos e maiores de 60 anos perdem o direito de pagar 50% do valor dos ingressos nos dias de quinta, sextas, sábados e feriados, com exceção dos cinemas, que não permitirão nos fins de semana e feriados.
.
Outras alterações do projeto, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), são: o ressarcimento aos produtores nos dias em que a meia-entrada for utilizada; cotas de até 40% para bilhetes com metade do preço; e centralização na emissão do documento estudantil, com o objetivo de reduzir a falsificação.
.
Para ser efetivado, o projeto percorrerá um caminho longo em Brasília. O primeiro passo será no dia 17 novembro, na pauta da Comissão de Educação e Cultura do Senado. Depois, segue para o plenário e caminha para a Câmera dos Deputados, onde passará por mais duas comissões antes de ser validado.
.
Nas palavras do vice-presidente da União dos Estudantes da Bahia (UEB), Gabriel Oliveira: “o problema da falsificação é real e precisa ser enfrentado”. Na Bahia, nove entidades são habilitadas a cadastrar as carteiras de estudantes pela Secretaria Estadual de Educação em 2008. Porém Oliveira destaca: “A maioria da juventude brasileira não tem condições de freqüentar um cinema ou teatro. Esta medida tem que ser acompanhada com atenção para não restringir ainda mais o acesso”. O líder estudantil complementa: “Em Salvador, a maioria das casas de show não respeitam a legislação. Agora, imagina depois que isso for aprovado”.
.
A UEB é associada à União Nacional dos Estudantes (UNE), que ao lado dos produtores culturais e parlamentares, assinou o relatório da Senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). A UNE e UEB poderão ter o retorno da exclusividade para emissão das carteiras. Também é previsto no relatório a criação do Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da Meia-Entrada e da Identificação Estudantil.
.
Segundo informações da rede de cinemas Cinemark, 70% dos ingressos são de meia-entrada. Já o diretor geral da UCI/Oriente, Aquiles Mônaco, discorre que a partir de 2005 houve uma redução de até 40% dos freqüentadores nas salas de exibição. Os empresários cinematográficos apostam numa redução nos preços dos ingressos que subiram 66% nos últimos oito anos.
.
Gisele Nussbaumer, diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia, é a favor de uma revisão na legislação: “Os gestores dos equipamentos culturais acham que o número excessivo de carteirinhas encarece os custos da produção. Os grandes shows na Concha Acústica chegam a 90% de meia-entrada”. Por outro lado, a diretora, que também realiza pesquisa pela UFBA sobre o perfil dos freqüentadores nas casas de espetáculo em Salvador, discorda do projeto de Lei: “Não faz sentido nenhum restringir o público. Vai de encontro à democratização no acesso”.
.
Estádios:

Os torcedores de futebol também serão afetados com o projeto. Cinco jogos do Vitória na Série A e dez do Bahia na Série B, ocorreram na quinta, sexta ou sábado, dias previstos para extinguir a meia-entrada. No último jogo entre Bahia e Corinthians, no Jóia da Princesa, 4,9 mil ingressos de meia foram colocados à venda, o que representa 37% do total de 13,4 mil. Já no Vitória e Flamengo, seis mil ingressos com o beneficio foram colocados a disposição, o que representa 16% dos 38 mil registrados nas bilheterias para o público.

Serviço:

Confira as nove entidades na Bahia autorizadas a emitir carteira de estudante pela Secretaria Estadual de Educação em 2008-União Municipal dos Estudantes Secundaristas e Universitários de Itaberaba, Amargosa, São Gonçalo dos Campos e demais Municípios do Estado da Bahia (UMESA) - Itaberaba / Fone: (71) 3627-6255/6970 e 9192-1273/8744-3888-Aliança Baiana Secundarista e Universitária (ABS) - Salvador / Fone: (71) 3491-3187 / 9176-2485-União dos Estudantes do Brasil (UEB) – Vitória da Conquista / Fone: ( 77 ) 3088-8688-União Conquistense dos Estudantes do Brasil (UCEB) – Vitória da Conquista / Fone: ( 77 ) 3088-8688-Diretório Central dos Estudantes da Universidade Salvador (DCE-UNIFACS) Salvador / Fone: (71) 3627-6255/6970 e 9192-1273/8744-3888-Associação Metropolitana dos Estudantes e Universitários do Estado da Bahia (AMES) Camaçari / Fone: (71) 3627-6255/6970 e 9192-1273/8744-3888-União dos Estudantes Secundaristas do Extremo Sul (UESES) – Itamaraju / Fone: (73) 8817-4029 e 8817-8425-Associação dos Estudantes do Brasil (AEB) – Itabuna / Fone: (73) 3215-0024- União dos Estudantes do Brasil - Colegiais e Universitários – Feira de Santana / Fone: (75) 3614-5605*Colaborou Liana Rocha, do A TARDE

Mora na Filosofia


(Monsueto e A. Pessoa, 1955)


Eu vou lhe dar a decisão

Botei na balança e você não pesou

Botei na peneira e você não passou

Mora na Filosofia

Pra que rimar amor e dor?'
`
Se seu corpo ficasse marcado

Por lábios ou mãos carinhosas

Eu saberia, ora vai mulher...

A quantos você pertencia

Não vou me preocupar em ver

Teu caso não é de ver pra crer

Tá na cara

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Karl Marx manda lembranças

AS ECONOMIAS modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam 'comportamento racional'. Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.

Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava:(a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria;(b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta;(c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as 'necessidades do estômago' são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada.

Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos.

Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D' essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.

Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.

O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D'. Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.

CESAR BENJAMIN, 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de 'Bom Combate' (Contraponto, 2006).

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O ensino à distância e a Universidade distante


No período colonial, nos foi proibido o ensino superior. Sociedade escravocrata, monocultura baseada no latifúndio e universidade, de fato, formariam uma combinação esdrúxula. Já nos alvores da independência e do período imperial, por força de muitas circunstâncias históricas, este nasceria com o fim estrito de manter a ordem colonial: poucas escolas, ensino de elite e profissões tradicionais. Formação universitária mesmo, só na Europa.


Com a república, pensou-se finalmente ter conquistado o direito de termos a nossa universidade. Mas muitos projetos minguaram, prevalecendo aquele que melhor se adequava às condições particulares de uma sociedade capitalista periférica e subordinada.


No período dos ditadores militares e civis, a demanda crescente pelo ensino superior tornou famoso o episódio dos "excedentes", capítulo importante de uma longa história de "fechamento" da universidade pública de qualidade para a grande maioria da população brasileira e de expansão do ensino superior privado de qualidade reconhecidamente precária, em muitos casos, verdadeiras fábricas de certificados e diplomas.


Nos anos de 1990, essa lógica se ampliou. No entanto, a demanda pelas vagas de nível superior, numa sociedade que consolidava sua condição subordinada, abandonando de uma vez por todas qualquer pretensão de soberania nacional com as famigeradas reformas neoliberais, também se modificou. Passou a significar condição mínima de disputa por um lugar ao sol, ainda que tivesse se distanciado cada vez mais da qualidade. O forte apelo salvacionista fez com que o título se tornasse mais importante do que a formação, que se precarizou.


Mas a universidade dita elitista permaneceu, desta vez disfarçada também em seu próprio interior . Promoveu-se a aparência de uma suposta democratização, com abertura de vagas , cursos noturnos , cursos de perfil " técnico ", rápidos , aligeirados, estratagemas deliberados para a incorporação de públicos mais pobres que "batiam à sua porta ". O ensino superior brasileiro , em especial as universidades públicas, caracteriza- se hoje por uma ampla segmentação entre instituições , bem como por uma hierarquização que separa as áreas "tradicionais", de " elite ", das demais , menos afetas à lógica mercantil e pouco importantes quando se trata de um país periférico .


É nesse contexto que a elite brasileira, adotando estratégias que "deram certo" em outras realidades históricas, pôs em prática sua mais nova reforma para o ensino superior: a do ensino à distância. Como a sociedade capitalista necessita que camadas sociais, cada vez menos desprovidas de acesso à renda, atinjam a escala social dos que "batem à porta" da universidade, criou-se um ardiloso mecanismo para incorporá-los, não pelas portas dos fundos como nos já conhecidos processos de expansão de vagas (mercantilização, REUNI, expansão das estaduais paulistas etc.), mas pela sua distinção: inclusão à distância! Que "venham" para a universidade, ficando o mais longe possível dela. Com esta nova cara, até os muros da universidade tornam-se antiquados: se o isolamento dos campi outrora simbolizava o caráter elitista da nossa universidade, agora, com o campus virtual, transfere-se esta privação ao próprio indivíduo como se se dissolvessem as distâncias físicas e sociais, agora maiores do que nunca.


Numa era em que o modo de produção capitalista exacerba todas as suas contradições , produzindo desigualdades brutais e barbárie , tudo pode e deve ser "consumido" por meio do espetáculo virtual : o medo , o prazer , o sonho . Quem não pode ter acesso ao objeto real , ao menos deve contentar-se em consumir o sonho de poder tê-lo. Na educação superior, cria-se uma espécie de ensino delivery, misto de formação precária com as pompas e, quem sabe, as prerrogativas do diploma, nada mais do que o mundo atual necessita. Mas, do que necessita a sociedade brasileira?


Ao invés de dar vivas ao ensino à distância, sem atentar para suas possíveis conseqüências negativas, é hora de reavaliarmos que tipo de ensino queremos para atender as históricas deficiências de formação e qualidade no nível superior. Ensino de qualidade se faz, antes de tudo, com garantia de condições objetivas: infra-estrutura, planos de carreira para docentes e funcionários, financiamento público adequado e assistência estudantil.

Lalo Watanabe Minto - outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em homengem ao cidadão mais piretico que conheco: Poeta Plebeu .. ou Playboy .. !!?

Poeta: Leovigildo. Pra esclarecer as coisas: esse poeta me viu num show "suspeitoso"e questionou minha persona poética, pelo que escreveu esse poema ou escárnio.

eu vi um poeta,
mas nao vi a essência
tanta inteligência
ao som da baianidade nagô

seja pirético ou seja poético
seja eclético!
reggae, samba, ruts, axé
o que vale é viver
no vai e vem da maré

já sacudiu, já abalou,
tem cheiro de amor no ar.

domingo, 26 de outubro de 2008

Ciranda de Maluco


Otto
Ciranda de maluco aqui de pernambuco
É bom demais
Ciranda de maluco aqui em pernambuco
É bom demais

A gente acende, aperta, acocha, beija
A nega a noite inteira (negro a rodar)
A gente aperta, acende, acocha, beija
A nega a noite inteira (negro a rodar)

Roda mundo, negro a rodar
Roda mundo, negro a rodar
Roda mundo, negro a rodar
Roda mundo, negro a rodar

sábado, 25 de outubro de 2008

Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)
Faz parte do desejo
Vê-la ajeitar o cabelo
Ao perceber meu olhar

Faz parte do jogo
Dar-me as costas em seguida
Desaparecer por meia hora

Faz parte do encanto
Surgir agitada
Com sorrisos sinceros

Faz parte da vida
Ir até ela
Fazer-lhe elogios
Cheirar seu cabelo

Faz parte do amor
Na manhã do outro dia
Escrever um simples poema
Lembrando do beijo

Comentário do Digníssimo: Escrevo para parar de suar!

Alan Greenspan se diz atônito por crise financeira que não conseguiu prever


Washington, 23 out (EFE).- O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Alan Greenspan e outros ex-responsáveis pela supervisão do sistema financeiro nos Estados Unidos se declararam hoje surpresos com o "tsunami do setor do crédito" que atinge o país e que não souberam prever.
Hoje, em um comparecimento perante o Comitê de Supervisão e Reforma do Governo, na Câmara de Representantes, Greenspan disse que os mercados deveriam ter sido mais regulados, e reconheceu que esteve "parcialmente" errado quando apostou na falta de controle.
O presidente do Comitê, o democrata Henry Waxman, da Califórnia, acusou Greenspan de ter tido "em suas mãos a autoridade para impedir as práticas de empréstimo irresponsáveis que levaram à crise das hipotecas de alto risco".
"Muitos aconselharam o senhor que assim o fizesse", acrescentou. "E agora toda a nossa economia paga o preço".
Hoje, Greenspan - que esteve no comando do Fed entre 1987 e 2006 - afirmou que as empresas e mercados financeiros "deveriam estar muito mais regulados para impedir o pior tsunami financeiro do último século".
Durante o período no qual Greenspan liderou o Fed, se acelerou nos EUA o processo de falta de regulação, enquanto nos mercados financeiros se multiplicaram os sofisticados "instrumentos" de investimento especulativo.
Greenspan, que hoje esteve acompanhado pelo ex-secretário do Tesouro John Snow e pelo presidente da Comissão de Valores, Christopher Cox, reconheceu durante a sessão que esteve "parcialmente errado" quando se opôs à regulação de alguns aspectos da especulação financeira.
Em discurso em maio de 2005, Greenspan afirmou em seu estilo característico que "a regulação particular demonstrou que é muito mais adequada que a regulação governamental para constranger a excessiva tomada de riscos".
"Os que confiam no interesse das instituições pessoais que fazem empréstimos em proteger o patrimônio do acionista - inclusive eu - estão atônitos e não podemos acreditar", afirmou hoje.
Por outro lado, Cox reconheceu que os responsáveis governamentais pela vigilância e pela regulação dos mercados financeiros cometeram "erros fatais" que levaram o sistema financeiro global à beira do caos.
O funcionário afirmou que ele e outros dirigentes de entidades reguladoras "aprenderam muitas lições, e a principal é que a regulação voluntária não funciona".
O presidente da Comissão de Valores instou o Congresso a "tapar os buracos nas regulações" que continuam colocando em perigo a estabilidade econômica.
"As lições desta crise do crédito apontam, todas, para a necessidade de uma regulação forte e eficaz, mas sem grandes buracos", declarou Cox.
Até aqui, o Governo dos EUA assumiu o controle de entidades hipotecárias como a Freddie Mac e a Fannie Mae, nacionalizou parte do negócio de seguros com sua intervenção na American International Group (AIG), iniciou a compra de ações em bancos particulares e garantiu letras de câmbio comerciais em esforços para destravar o crédito.
Com isto, tentou devolver a confiança aos mercados e reaquecer o mercado de crédito, que está desacelerado.
Além disso, a crise financeira está prejudicando também as famílias, que enfrentam execuções sem precedentes de hipotecas e a queda dos preços de propriedades e de outros ativos.


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Pense livre (em homenagem a Richard Stallman, fundador do movimento de software livre)



Richard Stallman

Poeta: Messiê, ativista do movimento de software livre.



Se não costuma roubar

reinicie sua mente

os gênios da tecnologia

querem lhe incluir

sem lhe cobrar



Inclusão social é preciso

dê uma chance ao

movimento de libertação


Eles vão inventar,
como os politicos fazem
querem lhe convencer
a não tentar

A nova era
somos nós
surge o novo,
deixe livre


Assista: http://www.4linux.com.br/multimidia/tela-azul.html

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Bem lenta


Cai a estrela, vem a mim

De mão beijada

Forrada de ciúme

E vagabunda


Sinto seu prazer

O de existir

E calo sob seu brilho


Ela não tem passado

Reflete amores

Dissemina
.
.
Comentário do Digníssimo: talvez inacabada, mas se eu bem me conheço, terminada como nunca!

Dedico a Saulo Silva, mais louco que eu ou muito menos certo


A loucura é tão menina
E já tão mamãe
.
Amamenta tantos filhos
.
O leite pálido nos rostos
.
A mão pesada sobre os olhos
.
Loucura da orfandade
Madrasta carinhosa
.
Para além das 18 horas
.
Não é só desgosto
É arrebentação
.
À sombra do devaneio
.
Loucura esquelética
Vejo e não mais sinto

hum

Poetiza: Maria Cecília

A loucura banalizada, noticiada na tv
A loucura retratada na arte de viver
A loucura sadia dos poetas e pintores
A loucura mais louca dos amantes sem pudores
A loucura decifrada nos livros de freud
Tipificada nos códigos penais
A minha loucura livre de moldes
A loucura de humanos, reprimidos animais
Arte minha e de Thiago Santana

Olhos de mar!
A vida sem identidade,
A espuma como margem,
Um ponto brilhante,
Talvez o Sol
Ou seu reflexo na Lua.

Olhos olhando-os!
À deriva
Sobre a corrente úmida.
Os ventos agradecem o calor,
Os corpos reclamam.

Se unem no ato,
Buscam exaurir
Todos os sentimentos
Que estavam adormecidos,
Os mais profundos e iníquos,
E solenemente eles cantam
Uma canção universal

Não deixe de ler

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito. 35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Saindo de Marx, caindo no "arg"

Primeiro parágrafo do livro "Sentença Civil Imotivada" de Wilson Alves de Souza:

"O homem vive e convive em sociedade. Para que a vida humana ocorra com um mínimo de harmonia necessário se faz que a sociedade se organize. A organização da sociedade, de outro ldo, não pode dispensar a instituição do poder. É que considerando a condição humana e que os bens da vida existentes na face da terra são infinitamente inferiores às necessidades humanas, e tendo em vista que os homens nem sempre se apresentam solidários uns com os outros, surge o conflito. Assim, impõe-se a organização da sociedade a partir do poder. Por outras palavras, os bens existentes (limitados) precisam ser distribuídos entre as pessoas (com necessidades ilimitadas) de forma organizada, de maneira que dentre os componentes da sociedade humana uns se apresentarão como dirigentes e outros como dirigidos."

quarta-feira, 22 de outubro de 2008


Não sei dançar

Manuel Bandeira (Petrópolis, 1925)

Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
- Não, foi arrumadeira.
E está dançando com o ex-prefeito municipal:
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugelê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral,
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra de política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão do Seridó é o melhor do mundo?... Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!

Não dá mais pra segurar (Explode Coração)

Gonzaguinha

Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu não quero mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar

Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar
E tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã

Nascendo, rompendo, tomando, rasgando, meu corpo e então eu
Chorando, sorrindo, sofrendo, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Eu quero o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar
Explode coração

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Comungue comigo!


Eu não comungo
Com o sangue de cristo
Com o manto da santa
Com o claustro da freira
Com o sermão do padre
Com a ascensão do papa
Com o fasto dos templos
Com a moral do milagre
Com a crueldade da cruz
Com as chagas
Com o louvor

Eu não comungo
Não desce a goela

A IMPLEMENTAÇÃO DO REUNI E AS CONSEQÜÊNCIAS PARA A UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA

No dia 24 de abril de 2007 o Governo Federal instituiu o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) por Decreto Presidencial (Decreto Nº 6.096). Esse programa foi aprovado em cada instituição, pelos Conselhos Universitários, mediante enfrentamentos e conflitos. Estamos vivenciando a sua implementação e verificamos que os velhos problemas – falta de professores, segurança, assistência estudantil, condições objetivas de aulas, segurança, infra-estrutura – não foram sanados, mas o trabalho dos servidores técnico–administrativos aumentou, o trabalho docente aumentou, sem a justa recomposição salarial. Tivemos também conhecimento dos 11 relatos de entidades estudantis e estudantes de 8 federais no Livro Cinza do REUNI – dossiê denúncia do REUNI, uma boa iniciativa que demonstra o significado prático desse decreto para as universidades federais. Foram criadas vagas para novos cursos chamados BIs (Bacharelados Interdisciplinares) que quebram os diplomas profissionais, retirando o direito dos jovens a uma profissão de verdade. As salas de aulas serão inchadas sem condições de integrar ensino-pesquisa-extensão. As metas de ampliar em 100% as vagas, aumentar a taxa de aprovação para 90% e de aumentar o índice estudante-professor para 18 estudantes para um professor, em cinco anos, não tem como serem cumpridas. Com acréscimo de recursos limitados em 20% das despesas de custeio e pessoal da universidade, conforme colocado no decreto, não se resolve o problema da recuperação do lastro científico e tecnológico do Brasil que são as Universidades Federais. Enquanto isso as reivindicações dos setores não são atendidas. Não se recupera um processo de sucateamento do ensino superior público que prevaleceu durante décadas no Brasil. Não seria a hora de discutirmos a implementação do REUNI nas federais e as conseqüências para o ensino superior público?

Precisamos fazer o debate e organizar a resistência.
Vamos debater mais esse ataque à universidade pública!

Debatedores: Celi Taffarel (FACED), D.A. Fonoaudiologia e um servidor (a confirmar).
Dia: 21 de outubro (terça-feira)

domingo, 19 de outubro de 2008


A Guerra do fim do mundo

Três trabalhadores rurais foram assassinados no dia 15.10.2008 em emboscada preparada por pistoleiros e, segundo fortes indícios, a mando de grileiros de terras da região da Fazenda Capivara, Monte Santo, Bahia.
Os trabalhadores se deslocavam a pé da Fazenda Capivara em direção ao Assentamento Santa Luzia da Bela Vista onde estava ocorrendo uma reunião com servidores do Incra, cujo objetivo era realizar um cadastramento para a construção de cisternas.
Os trabalhadores tinham 48, 24 e 23 anos, e se chamavam Tiago, Luiz e Josimar, respectivamente.
Os dois jovens foram mortos primeiro e seus corpos escondidos na caatinga. Tiago, que vinha caminhando sozinho, teve seu corpo deixado na estrada.
Os sepultamentos aconteceram ontem.
São essas as informações que temos no momento. A delegacia agrária, a delegacia local, o Incra e o CDA já têm ciência do ocorrido.
O clima na cidade e na zona rural é de tensão. Os trabalhadores rurais estão assustados e apreensivos, pois temem novos atentados, inclusive contra as assessorias técnicas e mobilizadores locais.
Por favor, divulguem, pois do ano passado até o presente momento, computam-se 6 assassinatos de trabalhadores rurais por aqui, por conta dos conflitos fundiários envolvendo grileiros e posseiros.
Tatiana E. Dias Gomes e João Alexandrino de Macedo Neto, Advogados.

Tortura de amor

Autor: Waldick Soriano

Hoje que a noite está calma
E que minh'alma esperava por ti
Apareceste afinal
Torturando este ser que te adora

Volta
Fica comigo só mais uma noite
Quero viver junto a ti
Volta, meu amor
Fica comigo, não me desprezes
A noite é nossa
O meu amor pertence a ti

Hoje eu quero paz
Quero ternura em nossas vidas
Quero viver por toda a vida
Pensando em ti

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A DOUTRINA DO PENSAMENTO ÚNICO

.
SINDICATO DOS PETROLEIROS, RUA MARUJOS DO BRASIL, 20, TORORÓ
.
SALVADOR, BAHIA
.
19:00 Horas
.
ENTRADA FRANCA

RESUMO DO TEMA:
Estamos vivendo hoje um tempo de certezas (quase) absolutas. Ou melhor, um tempo em que se aparentam mais certezas do que dúvidas. Onde, após o fim da União Soviética, até mesmo o fim da história já foi estabelecido, pelo filósofo americano Francis Fukuyama, ideólogo do neoliberalismo, para quem tínhamos chegado 'ao ponto final da evolução ideológica e à universalização da democracia liberal ocidental como forma final de governo'.
.
É o tempo de algo sombrio ao qual já se nomeou de PENSAMENTO ÚNICO. O diretor do jornal Le Monde Diplomatic, Ignacio Ramonet, menos apocalíptico do que realista, aponta o que este tipo de situação traz consigo:
.
'Nas democracias atuais, cada vez mais cidadãos livres sentem-se atolados, lambuzados por um tipo de doutrina viscosa que, imperceptivelmente, envolve todo raciocínio rebelde, inibi-o, desorganiza-o, paralisa-o e termina por asfixiá-lo. Essa doutrina constitui o 'pensamento único', única autorizada por um invisível e onipresente controle de opinião'.
.
Mostrando que uma visão crítica do mundo não serve de nada se nos leva a um beco sem saída, o próprio Ramonet participando do 5º Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre, em 2005, afirmou:
.
'Tudo está indicando que outro tipo de comunicação é possível, que responda mais às necessidades da população do que aos interesses das grandes empresas. Neste caso, poderia pensar-se em um meio de coletar toda essa informação que é produzida e disseminá-la de modo mais efetivo. Quando cada um trabalha por si, somos muitos fracos, é preciso que todos trabalhemos em conjunto'.

PROGRAMAÇÃO:
Quinta-Feira (16/10/2008)

19:00 h - Abertura

19:10 h - Controle da Mídia
Carlos Baqueiro (Graduado em Jornalismo pela Faculdade da Cidade do Salvador).
Regina Guena (Graduada em Jornalismo pela Faculdade da Cidade do Salvador)

20:10 h - Educação Libertária
João Neto (Mestre em Educação pela UFBA)
Eduardo Nunes (Doutor em Geografia pela Universidade de Barcelona)

21:00 h - Abertura de Debate

Sexta-Feira (17/10/2008)
19:10 h - Ecologia Social
Antonio Mendes (Artesão e Auto-Didata em Ecologia e Meio Ambiente)
20:10 h - Ação Direta e Autogestão
Ricardo Liper (Mestre em Filosofia pela UFBA)
Nildo Avelino (Doutor em Ciências Políticas pela PUC-SP)

21:00 h - Abertura de Debate

21:45 h - Encerramento do Seminário.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Back in Bahia


Gilberto Gil


Lá em Londres, vez em quando me sentia longe daqui

Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim

Puxando o cabelo nervoso, querendo ouvir Celly Campelo pra não cair

Naquela fossa em que vi um camarada meu de Portobello cair

Naquela falta de juízo que eu não tinha nem uma razão pra curtir

Naquela ausência de calor, de cor, de sal, de sol, de coração pra sentir

Etc...Tanta saudade preservada num velho baú de prata dentro de mim

Digo num baú de prata porque prata é a luz do luar

Do luar que tanta falta me fazia junto com o mar

Mar da Bahia cujo verde vez em quando me fazia bem relembrar

Tão diferente do verde também tão lindo dos gramados campos de lá

Ilha do Norte onde não sei se por sorte ou por castigo dei de parar

Por algum tempo que afinal passou depressa, como tudo tem de passar

Hoje eu me sinto como se ter ido fosse necessário para voltar

Tanto mais vivo de vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá

Mamãe eu sei como é gostoso mamar!

Sirvam-se dos vermes!

É hilário
Amar sem conhecer,
Refutar sem entender,
Rir sem motivo.

É medíocre
Desprezar ao primeiro impasse,
Aceitar-se como exemplo de verdade,
Cortar os pulsos.

É imbecil
Plantar azaléias no vácuo,
Esperar palavras de um asno,
Classificar deuses e endeusados.

É bizarro,
É doentio,
Mas quem disse que não poderia ser?

Dedicado a uma das criaturas mais invejosas do mundo! Pobre capitalistinha!
No próximo dia 10 de outubro haverá manifestações em várias capitais brasileiras e em outros países da América Latina.
Será o dia de Solidariedade ao Povo do Haiti.
Neste dia, manifestações exigirão das Autoridades brasileiras a retirada das tropas militares de invasão do País irmão.
No próximo dia 15 de outubro vence a licença que o Congresso Nacional brasileiro deu ao Poder Executivo para enviar as tropas.
Por isso, devemos exigir de Lula que não renove a licença, que retire imediatamente as tropas doHaiti.
Em Salvador, o ato será dia 10/10 às 16:00 h na Praça da Piedade.
Participe!
Defender o Haiti é defender a nós mesmo!!!

domingo, 12 de outubro de 2008

Verde

Autor: Saulo Silva

Foi um sonho
Que virou realidade
Um mar verde encantava
Depois de longas caminhadas
Mãos infantis abraçadas
Sorrisos mágicos no mato!!
Cachoeiras e rios
Trilha e sonora...
Um espetáculo...
Natural
As paisagens
E as amizades
Trilhas de verde e de verdade
E o sonho...
Verde realidade!!
Olhos e pele sobre o Vale
Sede e vontade
Toques marcantes
Beijos fortes e suaves
Planícies e montanhas
Sono profundo
E um só mundo
Acorda...que susto!!
Onde estou?